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1° PAIXONETA

Era uma vez uma rapariga adolescente, chamada Sheila, uma menina pretinha de olhos castanhos e de cabelo curto e bem crespo, ela tinha uma irmã e vivia com os seus pais numa aldeia. Na altura, esta era inocente, vivia num verdadeiro conto de fadas, onde tudo era perfeito da sua maneira. Chegou um dia em que ela conheceu um rapaz, que era filho de uma amiga da sua tia, ele tinha quatro anos a mais comparado com ela. Passado uns dias ela começou a acha-lo interessante, apesar de mal o conhecer já se sentia apaixonada. Ela era tão ingénua que para ela até parecia amor mas não. Eles encontravam-se em varias festas de família, aonde aconteciam varias trocas de olhares e quando ele metia-se com ela estava sujeito a respostas tortas, a relação deles era do tipo "quanto mais me bates mais eu gosto de ti". Numa noite escura de lua cheia, sem explicar a mera importância de como conseguiu o seu numero, enquanto estava deitada na sua cama bem aconchegada , falava com ele por mensagens. Foram falando, falando e falando, as horas iam passando e as mensagens cada vez mais intensas  até que chegou ao ponto de ele dizer que sentia o mesmo pela Sheila. Ela, ingenuamente, respondeu que sim, que também sentia o mesmo e ele nem quiz acreditar. Ambos não conseguiam suportar um dia sem se falar. Ele pedia sempre em namoro mas ela temia e dizia sempre que não, magoando assim o rapaz. Cada dia que passava se sentiam mais apaixonados, pois ele conseguia enlouquecer lhe com cada mensagem que lhe enviava. E eles ficaram nesse clima que na verdade até  sentiam-se amados mas não namoravam, devido ao medo que atormentava a rapariga.
Passado um ou dois anos, o sentimento se mantinha, o rapaz começou a ficar cada vez mais maluco por ela, fazia de tudo para ficar com ela mas ela nada.Talvez era medo de ser magoada, talvez era medo de os pais não aceitarem, talvez...sem uma explicação certa para este caso. O rapaz estava constantemente a pedir em namoro e ela constantemente dizia que não, ela explicava o porque mas não adiantava, pois o rapaz achava completamente absurdo. 
Certo dia, quando ela já estava mais madura, preparada para assumir uma relação, o rapaz cansou, disse à Sheila para parar de mandar mensagens que já estava farto, e utilizou a desculpa que já não tinha idade para essas coisas.Ela, brutalmente, parou. Fez-lhe mal saber que ele  já não a queria, que a tinha esquecido. Mas a partir desse dia, todas as noites quando se apresentava deitada na sua cama, chorava, chorava baba e ranho. Mesmo assim, continuava forte, deixou-lhe de falar completamente. Assim foi esquecendo e aquele sentimento foi enfraquecendo. Repentinamente, ouviu o seu telemóvel tocar e reparou que no ecrã dizia uma "nova mensagem", sem pensar quem é que tinha enviado, abriu-a e nela continha um "olá" dessa pessoa, friamente ela respondeu. Nessa mesma noite, o rapaz disse que ainda não a tinha esquecido, que ela é que era o seu único e verdadeiro amor. Mas o sentimento já estava mais frio que um próprio cubo de gelo, que ao saber isso não mudou nada, porque já estava demasiada magoada e não queria tocar mais na mesma ferida. Ele insistia, ela dizia pra parar de insistir que não valia a pena, mesmo assim ele pensava que ela mentia. Mas a verdade era essa, ela já não sentia o mesmo, realmente ele foi/é muito importante para ela mas já não passava de um amigo. É triste quando duas pessoas que se amam não conseguem estar juntos porque há algo bobo que lhes impedem, acontece mas a Sheila pretendia seguir a sua vida e queria que o rapaz fizesse o mesmo, porque tinham de ser felizes mas separadamente.

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